Um artigo no jornal Público de 3 de Setembro afirma que o Instituto Nacional de Estatística calculou o valor máximo da propina a pagar pelos estudantes das universidades públicas: 852 euros. Para o fazer, actualizou o valor de 1200 escudos previstos num decreto-lei de 1941.
Em 1941, a Europa estava em guerra e o Estado Novo organizava a exposição do mundo português. A Universidade era privilégio de uns poucos ricos.
Em 2003, há universidades em risco de fechar por falta de alunos. A universidade é possível para os menos pobres.
Como é que os políticos e os reitores podem aceitar que a sua incapacidade de decidir os leve a justificar uma decisão actual com uma decisão do Estado Novo em 1941?
Quanto Estado Novo subsiste ainda nas universidades e governos deste país?