No dia 7 de Maio de 2011 realizou-se nas instalações da Cercipóvoa o quarto encontro “Diferentes não (In)diferentes”, destinado aos pais de crianças com necessidades educativas especiais (NEE) do AEPDM.
Estiveram presentes 4 mães muito especiais:
- Dinamizadores: Aline Lopes.
- Participantes: Fernanda C. (mãe do Henrique), Paula D. (mãe do João) e Ilídia H. (mãe da Carolina), que participou pela primeira vez.
Sentimos a falta da dinamizadora Adília Paz, do nosso fotógrafo Joaquim Baptista, da Sandra S., da Carla G., da Edite M. e em particular de todos os outros pais/mães de crianças e jovens com Necessidades Educativas Especiais.
Resumo do Encontro
Neste encontro foi pedido ao grupo para partilhar: “A sua história de vida como mãe/pai de uma criança/jovem diferente”.
Os elementos foram muito receptivos à ideia. Houve assim quatro pequenas grandes histórias com alguma emoção à mistura e algumas lágrimas prontas a saltar.
Alguns dos registos
- Só quando aceitamos interiormente a nossa criança “Deficiente” tal como ela é, só então estamos disponíveis para lhes dar as boas vindas, e lutar para que ela tenha o “O seu lugar ao Sol”.
- Temos que aprender a ser gratos. Se formos gratos, somos pessoas felizes. Se formos felizes os nossos filhos também serão felizes, então terão a “Porta” aberta para um mundo de possibilidades.
- Gostava de dizer aos pais que têm filhos com doenças graves o seguinte: nunca desanimem, dêem-lhes todo o vosso amor todo o vosso carinho, mas, por favor não façam deles uns “coitadinhos”.
Ficaram pendurados muitos pontos de interrogação
A Ilídia, o elemento mais novo do grupo, com um grande conhecimento acumulado, pronta a derrubar barreiras, para que o seu Tesouro tenha direito ao seu lugar ao sol, deixa pendurados muitos pontos de Interrogação, entre outros:
- Porquê encontros de pais “só” do Agrupamento de Escolas Póvoa de Dom Martinho?
- Mas então só no Agrupamento de Escolas Póvoa Dom Martinho é que existem crianças e jovens com necessidades educativas especiais?
- Mas então a ideia não é trocar experiências?
- Mas então não era melhor alargar a toda acomunidade?
- Mas, mas, mas…
A conversa foi de tal forma eloquente, que os elementos presentes concordaram que se o grupo fosse alargado a um maior número de pais, este, seria um grupo muito mais rico e muito mais dinâmico.
Sugestão final
Que os encontros “Diferentes não (In)diferentes” sejam destinados a todos os pais de crianças e jovens com necessidades educativas especiais (NEE).