Três semanas depois do famoso Baile da Pinha, o CPCD acolhe uma festa mais a sério. Uma banda jovem ofereceu-se para organizar um concerto no salão, trazendo também uma aula de danças africanas.
Durante a tarde, foram os elementos da banda que montaram o salão. Trouxeram instrumentos, amplificadores e colunas, mas usaram as luzes do CPCD. Quando cheguei, depois de jantar, estava tudo pronto. Tinham colocado mesas ao longo da parede e colocado carpetes no chão para proteger os tacos. Horas mais tarde, também foram eles que desmontaram o salão.
O bar do CPCD resolveu montar uma extensão no andar do salão, com parte das bebidas e comidas disponíveis no andar de baixo. Foi a primeira vez que vi esta conjugação de espaços, que provou ser particularmente virtuosa, e terá provavelmente sido pensada dessa forma pelo arquitecto:
- A entrada, com o portão, o pequeno caminho ajardinado, a porta.
- O hall de entrada, cruzando os vários espaços.
- O salão à direita, transfigurado pelas luzes, tal como há três semanas.
- O bar à esquerda, amplo, com algumas mesas e cadeiras, afastado do ruído do salão.
- A varanda depois do bar, ampla mas coberta, refúgio dos fumadores, e também dos músicos à espera de actuar.
Ao contrário de há três semanas, o concerto era pago, o que exigiu alguma logística extra. A Mariana aceitou ajudar à porta, juntamente com a Aline e uma pessoa de confiança da banda. Como as 50 pessoas não foram exactamente a enchente que gostaríamos de ter, a Mariana ainda conseguiu participar em parte do workshop, e assistir ao concerto. Mas o espaço seria capaz de acolher muito mais gente, e o clube estava preparado para isso.
Entre o hall, o bar e a varanda, houve oportunidade para algumas conversas tranquilas, e para tirar alguns retratos. O mais curioso foi ouvir um rapaz jovem dizer que não tem Facebook, nem quer ter. Não quer fazer a mesma figura da mãe, que encontra sempre "agarrada" ao Facebook quando chega a casa.
Perto das 23h00, o presidente do clube chegou, viu a aula de dança, saiu pouco depois.
Não sei como é que este concerto se compara com os bailes dos anos de fundação do CPCD, mas sei que raramente vi o clube tão animado. O clube tem bons espaços para bailes e concertos embora, inexplicavelmente, tenha deixado de os fazer. Está na altura de começar uma nova tradição, de criar novos públicos.
Fotografia
Tirei 310 fotos, sem flash, usando as objectivas nocturnas. A luz "strobe" atrás do baterista fazia um bom efeito, mas era quase impossível de fotografar. Mesmo assim, consegui apanhá-la duas vezes.
Na maior parte das fotos fixei a abertura a f/2.8, e os tempos de exposição ficaram demasiado lentos, tipicamente 1/50s. Muitas fotos ficaram tremidas, sem necessidade. Mas também tirei uma boa foto com a 85mm f/1.8, 1/20s e ISO 3200...


















